Como um golpe inesperado, ela ficou sabendo da verdade. E toda aquela imagem que construíra,
depois de meses, foi destruída. Forçou-se a pensar de novo, tentar achar erros, ganchos, brechas.
Sentiu-se ingênua. (Quem diria!)
Havia tomado tanto cuidado, foram tantos avisos!
E definitivamente saíra-se bem, até então.
E não que seja o fim do mundo, ela não é assim tão dramática e logo logo já terá esquecido tudo.
Mas agora, enquanto as palavras ainda ardem frescas em sua mente, sente-se tola.
Realmente tinha achado que poderia ser diferente e que a imagem que os outros tinham estava errada, possivelmente distorcida. Talvez ela só quisesse provar que nem tudo é o que parece e que ela era capaz de enxergar além do julgamento, capaz de mudar o outro.
Que ilusão.
Foi enganada assim como todas as outras.
E agora fica se questionando, imaginando. Talvez seja melhor deixar pra lá, certas coisas ficam mais fáceis esquecidas, trancafiadas, encostadas no fundo de um baú.
Incrédula, fica inquieta. Quer confrontá-lo, exigir as verdades inteiras, está cansada das meias.
Mas do que adiantaria? Indaga-se.
Liga a música, pega um livro e vai ler.
Fantasias não decepcionam.
deixa ela falar
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
reerguer
Talvez em meio ao devaneios, ela tenha se perdido.Com tantos sonhos, tantas dúvidas, medos e inseguranças, num mar tempestuoso, cheio de ondas que sobem tão alto e descem bruscamente, a levando ao chão. Talvez sua máscara esteja desgastada, a concha pequena demais para abrigar todos seus pensamentos críticos e temidos. Mas pode ser que seja o peso do amadurecer, do constatar que és mulher e não menina. Aceitar dias difíceis, inseguranças. Entender que não dá pra saber o amanhã e que não adianta morrer de ansiedade por isso. Talvez seja o fato de ser sempre a conselheira, a que dá os conselhos certos, que ouve os obrigada por tudo, por ser quem você é, por saber dizer o que preciso ouvir, seja bom ou ruim. Talvez agora consiga enxergar como é difícil pros que pedem ajuda. Baixar a guarda e abrir a casa, deixar entrar e ver seus rasgos, cicatrizes. Tantas feridas ainda abertas, que custam a sarar. E o que faz agora? Pra onde vai? Como fica? E então chora descompassadamente. Mas lembra de alguns ombros que sempre estiveram ali e que não vão desistir de você. Porque foi você que os buscou no fundo do poço e quando é pra valer não dá pra esquecer. Tantas vezes foi puxando a corda do baldinho lentamente, para que cada um conseguisse voltar a si. Às vezes mudados, tantas vezes feridos, em cacos. Mas juntando todos os pedaços, juntos se reergueram. E por que agora seria diferente? Talvez só precise entrar no balde, mas ele parece tão obscuro daqui. E lembra daquela voz dizendo firme: " nós não vamos desistir de você, nem que tenhamos que te arrastar". E então respira fundo, toma coragem e vai. Um passo de cada vez, vai ao encontro daqueles velhos rostos conhecidos, acolhedores. Pronta pra uma longa conversa com muitas lágrimas, mas tem certeza que com um sorriso no final.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
última estação
ponto final eu não costumo colocar,
prefiro vírgulas, que dão continuidade
ou reticências, indício de que tem mais...
mas terminar, dar fim,
é difícil e na maioria das vezes dói...
então desculpe-me fazer assim,
e chame de covardia se quiser,
mas é isso,
acabou,
fim da linha,
o trem ja parou e o onibus passou,
enfim chegou,
o ponto final.
prefiro vírgulas, que dão continuidade
ou reticências, indício de que tem mais...
mas terminar, dar fim,
é difícil e na maioria das vezes dói...
então desculpe-me fazer assim,
e chame de covardia se quiser,
mas é isso,
acabou,
fim da linha,
o trem ja parou e o onibus passou,
enfim chegou,
o ponto final.
anita se foi
um sentimentalismo barato,
que lembra de ti em meio a poemas.
uma recordação ingrata,
daquele dia ótimo,
que fere ao invés de fazer sorrir.
um arrepio gélido,
de raiva e não de tesão.
um grito de rancor,
e não de prazer.
por que?
por que fostes embora, anita?
por que não me quisestes mais?
tu tinhas aquele sorriso certeiro,
que me derretia
e que não esquecerei jamais.
que lembra de ti em meio a poemas.
uma recordação ingrata,
daquele dia ótimo,
que fere ao invés de fazer sorrir.
um arrepio gélido,
de raiva e não de tesão.
um grito de rancor,
e não de prazer.
por que?
por que fostes embora, anita?
por que não me quisestes mais?
tu tinhas aquele sorriso certeiro,
que me derretia
e que não esquecerei jamais.
a menina racional
talvez ela só quisesse ser compreendida.
passou-se de louca, tantas vezes, sem ligar.
mas em sua insegurança,
só,
precisava de alguém.
que a abrassasse sem nada falar,
que a intimidassse só com o olhar.
e toda vez que suspirava,
imaginando ter encontrado,
chocava-se num muro de gelo,
firme, nítido, enorme.
com o calor dentro de si
tentava derretê-lo,
em vão.
saía ferida, exausta.
e muitas vezes pragueja, prometendo desistir.
depois de inúmeras tentativas
percebeu que tinha algo errado.
as expectativas estavam corroendo-a por inteiro,
e já não sabia mais como agir.
deixou o coração e a imaginação trancados,
e presa pela encruzilhada,
escolheu o lado racional.
mas ela sabe,
e ainda se pega sonhando,
despercebida.
então fecha as asas, bota os pés no chão
e segue em frente, como deve ser.
passou-se de louca, tantas vezes, sem ligar.
mas em sua insegurança,
só,
precisava de alguém.
que a abrassasse sem nada falar,
que a intimidassse só com o olhar.
e toda vez que suspirava,
imaginando ter encontrado,
chocava-se num muro de gelo,
firme, nítido, enorme.
com o calor dentro de si
tentava derretê-lo,
em vão.
saía ferida, exausta.
e muitas vezes pragueja, prometendo desistir.
depois de inúmeras tentativas
percebeu que tinha algo errado.
as expectativas estavam corroendo-a por inteiro,
e já não sabia mais como agir.
deixou o coração e a imaginação trancados,
e presa pela encruzilhada,
escolheu o lado racional.
mas ela sabe,
e ainda se pega sonhando,
despercebida.
então fecha as asas, bota os pés no chão
e segue em frente, como deve ser.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Sinto falta das mensagens de bom dia
Do se cuide e nos vemos mais tarde
Do vamos tentar se ver hoje.
Do e aí, como ta seu dia? E das ligações..
De ouvir sua voz quando menos esperava
Dos convites inusitados.
Dos cinemas que fomos
E dos filmes que não vimos.
Do seu quarto que não conheci
E da promessa sua de que um dia lá ficaríamos juntinhos.
Sinto falta do que poderia ter sido,
Do pouco que cheguei a projetar pra nós.
Sinto falta mas não sofro,
Ouvi uns espertos e não mergulhei.
Ignorei expectativas e vivi.
Graciosamente e com calma,
Sem ansiedades e aflições,
Curti cada momento nosso
E agora digo adeus.
Do se cuide e nos vemos mais tarde
Do vamos tentar se ver hoje.
Do e aí, como ta seu dia? E das ligações..
De ouvir sua voz quando menos esperava
Dos convites inusitados.
Dos cinemas que fomos
E dos filmes que não vimos.
Do seu quarto que não conheci
E da promessa sua de que um dia lá ficaríamos juntinhos.
Sinto falta do que poderia ter sido,
Do pouco que cheguei a projetar pra nós.
Sinto falta mas não sofro,
Ouvi uns espertos e não mergulhei.
Ignorei expectativas e vivi.
Graciosamente e com calma,
Sem ansiedades e aflições,
Curti cada momento nosso
E agora digo adeus.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
colo
e hoje, mais que nunca, eu queria você.
não pra transarmos loucamente,
exaustivamente, enlouquecidos de prazer.
queria um cantinho dos seus braços,
que me acalmam apesar de tudo.
queria seu sorriso, que chega a me iluminar.
queria seu colo - provavelmente cairiam lágrimas,
numa mistura de felicidade e dor.
queria ver uns filmes deitada em seu peito,
roubando seu calor, aquecendo meu gélido coração.
queria sua mão na minha, segurando firme,
me passando segurança.
queria sentir seu olhar em mim,
preocupado,
certificando de que está tudo bem.
queria ficar assim, juntinho,
sem pensar no hoje, no ontem, no amanhã.
não pra transarmos loucamente,
exaustivamente, enlouquecidos de prazer.
queria um cantinho dos seus braços,
que me acalmam apesar de tudo.
queria seu sorriso, que chega a me iluminar.
queria seu colo - provavelmente cairiam lágrimas,
numa mistura de felicidade e dor.
queria ver uns filmes deitada em seu peito,
roubando seu calor, aquecendo meu gélido coração.
queria sua mão na minha, segurando firme,
me passando segurança.
queria sentir seu olhar em mim,
preocupado,
certificando de que está tudo bem.
queria ficar assim, juntinho,
sem pensar no hoje, no ontem, no amanhã.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
vai fazer um ano e parece que foi ontem. tanta coisa mudou e tanta dor ainda não passou. detalhes rotineiros lembram você. me arrepiam toda, entristecem. dói fundo, como nenhuma outra dor. me enche de lágrimas, descontrole. respiro fundo, mas não passa. porque eu sei que você tá bem, mas sou egoísta demais, e você não está aqui. não aparece do nada só para brincar, ou pedir um cafuné. não vem ficar perto de mim quando sente que estou chateada, deprimida. você se foi antes do que eu esperava e como sinto sua falta. e penso em você todos os dias, todos. e por mais que queira- talvez não mais- sei que nada poderá te substituir. porque crescestes comigo, fostes meu maior companheiro, mesmo com os gritos e brigas. aprendi a ser mais humana com você e a cuidar. e entender como é bom ser cuidado. tantos momentos que eu jamais esquecerei. como eu te amo e sempre irei amar.
biografismo
gosta tanto de surpresas.
se emociona fácil, assim como muda de humor.
preguiçosa, deveras.
tímida apesar de extrovertida.
sonhadora mas racional.
até quando é emotiva.
cheia de paradoxos,
e teimosa, muito.
altos e baixos,
pulos, saltos, sapatilhas.
tenis colorido e jeans, shorts.
romântica e ciumenta.
artista - e todo o peso que isso traz.
autocrítica, implicante.
apaixonada, apaixonante.
deixa ela falar, porque fala tanto.
mas escreve ainda mais.
se emociona fácil, assim como muda de humor.
preguiçosa, deveras.
tímida apesar de extrovertida.
sonhadora mas racional.
até quando é emotiva.
cheia de paradoxos,
e teimosa, muito.
altos e baixos,
pulos, saltos, sapatilhas.
tenis colorido e jeans, shorts.
romântica e ciumenta.
artista - e todo o peso que isso traz.
autocrítica, implicante.
apaixonada, apaixonante.
deixa ela falar, porque fala tanto.
mas escreve ainda mais.
escrevo, apago, reescrevo.
tantos coisas que eu quero dizer,
mas tanto medo do que vai achar.
relacionar-se é uma confusão.
e é um dizer querendo não falar,
um olhar buscando significar,
é tão intenso e tenso.
só queria ficar assim,
junto, pertinho, curtindo.
sem fazer nada sabe,
num cantinho.
não deixa complicar, por favor.
eu tento ser tão simples,
mas das entrelinhas diretas
acho que deu nó.
me liga e diz que vem,
ou que quer que eu vá.
só isso e mais nada.
porque já é tudo.
tantos coisas que eu quero dizer,
mas tanto medo do que vai achar.
relacionar-se é uma confusão.
e é um dizer querendo não falar,
um olhar buscando significar,
é tão intenso e tenso.
só queria ficar assim,
junto, pertinho, curtindo.
sem fazer nada sabe,
num cantinho.
não deixa complicar, por favor.
eu tento ser tão simples,
mas das entrelinhas diretas
acho que deu nó.
me liga e diz que vem,
ou que quer que eu vá.
só isso e mais nada.
porque já é tudo.
Assinar:
Postagens (Atom)